22 de abril de 2021

Variante britânica: Reino Unido enfrenta nova mutação do coronavírus, confira

A nova variante já se espalhou por 73 países, deixando as autoridades mundiais em alerta pela alta taxa de transmissão e resistência do vírus que acumula uma série de mutações.

Foto: Reprodução

Após colher 11 amostras de pacientes com Covid-19, autoridades britânicas descobriram uma nova mutação do coronavírus, Denominada de E484K, mais conhecida como ‘Variante Britânica’, em setembro de 2020, e já se espalhou por 73 países, deixando as autoridades mundiais em alerta pela alta taxa de transmissão e resistência do vírus que acumula uma série de mutações. 

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Segundo relatório publicado pela Agência de Saúde Pública Inglesa, os cientistas informaram que a variante apresenta 23 alterações, incluindo a mutação N501Y, apelidada de Nelly por alguns geneticistas e vinculada a uma maior capacidade de infecção. 

Embora os dados ainda não sejam definitivos, os cientistas alertam que a variante pode trazer um maior risco de vida. “É preocupante porque, há uma variante mais transmissível —e que agora parece que poderia estar associada a uma maior gravidade da doença—, devemos somar uma mutação que sabidamente compromete a reação com anticorpos”, opina o biólogo espanhol Iñaki Comas, co-diretor do consórcio que monitora os genomas do coronavírus na Espanha.

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Após resultados preliminares, o microbiólogo da Universidade de Cambridge (Reino Unido) Ravi Gupta, sugeriu que a mutação Erik, pseudônimo da E484K, aumenta a resistência do vírus aos anticorpos do plasma sanguíneo doado por pessoas que já receberam a vacina Pfizer. Outro componente essencial da reação imunológica são os linfócitos T, glóbulos brancos capazes de destruir as células infectadas pelo coronavírus.  

O mais preocupante nessa nova variante é a nocividade, maior resistência às vacinas e alto nível de transmissão. As mutações Erik e Nelly já foram encontradas antes em outras duas variantes perigosas, observadas em Manaus (AM) e na África do Sul. 

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